De há uns tempos para cá que os assuntos giram em torno de um tema que já me consumiu partes do cérebro e continua a desenvolvê-lo. Cedo aprendi as leis que governam a religião, e a que me foi ensinada foi a Católica, mas hoje não me assumo assim. Cedo comecei a fazer parte de actividades relacionadas com ela. Cedo entendi aquilo que governa a Igreja, não só a Católica, como as muitas outras que decidi estudar e cedo aprendi a pensar sobre isso. Durante anos fui catequista e desde sempre que fui contra o sistema. Daquilo que me foi ensinado retirei o que me faz sentido. "Ensinei" durante 10anos, miúdos e adolescentes a pensarem; mais do que assumirem coisas, que pensassem antes sobre elas. Assumir opiniões alheias ou teorias alheias sem pensar nelas é não ter pensamento algum. Aquilo que assumimos como nosso tem que ter o nosso cunho. Não consigo assumir nada alheio, defeito ou feitio, é esta a minha maneira de ser. E ser conhecida como "do contra" não me assusta, muito menos me deixa constrangida. Tenho opinião sobre as coisas, e procuro opiniões diferentes, para evoluir ou contrastar, para debater ou resignar-me. Continuo a achar que o verdadeiro mal da sociedade é este mesmo: não se ensina a pensar, e sendo que até este pensar tem que ter conta, peso e medida, também é verdade que o não-pensar torna as pessoas robotizadas e iguais dentro de uma maioria. Irei voltar a este assunto, mas termino agora só com este pensamento: a verdadeira beleza de acreditar não está propriamente nos valores que se adquire com isso. Porque os valores podem ser adquiridos de variadíssimas maneiras. A verdadeira beleza de acreditar, é que acho que nos desprende um pouco de nós mesmos... e o mal é que já ninguém acredita em nada, a não ser talvez, em si próprio.