Mostrar mensagens com a etiqueta Ambivalência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ambivalência. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O Karma de sonhar

Longe de mim imaginar o que adiante vinha... Procurava eu percorrer as ruas em sossego e recuperação, sem a dúvida que depois se pôs. Fui atropelada pelo paralelismo na vida, em que há situações que se vivem de maneira diferente e, às vezes, assustadora: os sonhos. Foi muito mais que isso, foi uma antevisão errada ou certa de factos aqui, projectados ali. Porque tudo tem consequências. Numa imagem sem reservas deitou tudo ao chão, como se os tesouros, que reluzem mais quando está escuro, também reluzem na claridade. E revelam os segredos, quando se abre o baú.

Descia eu uma paisagem verde pálido, com os prados a quererem flor, calcando a terra sem pó, de uma chuva que afoga os rios e as coisas à volta, deixando um rasto de força no ar. Sentada perto de um muro já envelhecido pelo tempo,eu olhava os pequenos e indecifráveis momentos de uma paz só conseguida por estar ali. Aquele sítio intemporal, mas onde apenas se encontram sonhos. Um sítio que se traduz em vidas passadas, que não existem mais, e nunca também existiram a não ser numa memória conduzida por outros. Um sítio que não há. Um sítio que não é.

Inspiro o ar húmido e retenho a sua energia; há algo de solitário na natureza que me tira a razão e me faz sentir o melhor de tudo. Detenho-me em observar os quantos hinos fazem as pequenas criaturas que neste sítio se detêm também, e faço o meu, sentindo-me completa.

Enrolo-me sobre mim mesma... sinto-me a fugir, a entrar numa força alheia, a desaparecer, envolvida num tão grande mau-estar agonizante que acordo.
Faltaram-me as forças. Qual o poder dos sonhos?

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Génese


Pois que este saber é uma ponte para lado nenhum.
- Não há vidas em paralelo, 
ou se as há, não há como sabê-lo -

Nos degraus daquela escada ficou um trilho, um ladrilho na construcção de sonhos. Aqueles lá de longe, em círculos, a forma perfeita.

Aquelas inconstâncias com música de fundo. Aqueles sintomas de raízes em breu, aquele mergulhar de palavras, em obséquios de silêncios parvos.
O verbo sonhar. Aquele que descomanda cérebros. O que esmiúça a saliva daquilo que tanto se diz sem nada dizer, porque se perdem os vocábulos certos.

O fumo das chaminés no Inverno mais as folhas que voam no Outono - as estações que se vão, mas que se despedem em emoções coesas, em espectros partilhados, em costumes amparados. Como a história se repete... em vãos significados.

Áses fora. Não há algorítmos para a grandeza neste baralho de emoções; que seja a sequência mais baixa em ceptro, na quimera soberania onde se mutilam realidades. 

São as teorias, os teoremas, as insígnias daquilo que governa o que não pode ser governado. Pois que este saber... é uma ponte para lado nenhum. 
- e se as há - as vidas paralelas - que morram!,  neste profundo...