sábado, 31 de outubro de 2009

Pesadelo

Hoje dormi mesmo mal. Sonhei que tinha morrido, para não fugir ao habitual... Dou por mim a pensar no porquê do meu cérebro se virar para aí... a verdade é que é cansativo, sonhar é mesmo cansativo, porque acordo com a sensação que estive a trabalhar. Depois olho à volta e até percebo. O mundo está um bocadinho desinteressante... é o anúncio do Pingo Doce, que nos entra pelas casas como se fosse um musical! Longo e desafinado que se farta, parece que nunca mais acaba, e o que é pior! Dámos por nós a cantarolar essa melodia horribilis baixinho, para depois abanarmos com a cabeça tipo" hã?? O que é que me está a acontecer??? ", com medo que aquilo nos afecte de verdade e nos comecemos a espumar... Depois há também o fantástico anúncio da Linic, em que o Cristiano Ronaldo revela o seu truque para ter o cabelo sempre espectacular, e espantem-se! Mesmo assim ele lesiona-se e deixa toda uma equipa na desgraça... Depois a Maitê Proença, aquela a que já nos habituamos a ter em casa nas telenovelas, faz uma crítica a Portugal que é a sua condenação, porque não percebe que os únicos que podem dizer mal do nosso país somos nós mesmos... senão arrisca-se a ser um alvo a abater, como o que se viu... Paralelo a isto vem o Saramago dizer mal da Bíblia e a arriscar-se também a perder alguns leitores por causa da forma como fala do assunto, dando a cara ao Nobel como ateu e apologista dos bons costumes, que a Bíblia não professa porque é um manual de maus hábitos. Mas estes assuntos já estão gastos, como as pedras de tanto andar por cima delas. Continuo a tentar perceber de onde vem a capacidade do meu cérebro de ter tantos maus sonhos... ah, já sei! Foi de tantos anos ver televendas, só pode... ou até mesmo este Verão que durou o ano todo e já enfastia... É... o mundo anda um bocadinho sem piada... Ou então sou eu que não estou com os olhos virados para onde devem... Valham-me os Muse com o seu novo trabalho e a ideia que muito em breve farei o meu pinheiro de Natal, que é uma coisa que me dá quase tanto prazer como pisar as folhas secas do Outono... Ok, desci da minha nuvem... já é dia...
Não resisto em deixar esta pérola, protagonizada por Bruno Nogueira... Sigam o link...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Selo de reconhecimento


BLOG INSTIGANTE - Selo de Reconhecimento

Esta premiação foi criada pelos blogs Osho-br e Koyanisqatsi.
O selo de reconhecimento Blog Instigante premia os blogs que, além da assiduidade das postagens e do esmero com que são feitos, provoca-nos a necessidade de reflectir, questionar, aprender e – sobretudo – que instigam almas e mentes à procura de conhecimento e sabedoria.
Os blogs agraciados escolherão – cada um – 8 blogs com as características acima descritas e deverão copiar a imagem do selo e o texto acima, adicionando-a ao espaço que convier.

Como tenho que fazer a escolha de 8 blogues que considero seguir estes parâmetros, eu escolho:

http://gleilsonalves.blogspot.com/

http://cronicasdeumfeto.blogspot.com/

http://abstractapoesia.blogspot.com/

http://cenasdaminhamemoria.blogspot.com/

http://man-nao-me-apetece.blogspot.com/

http://dark-desiers.blogspot.com/

http://apenasmomentos2.blogspot.com/

http://EdsonCarmo-amor.blogspot.com/

É complicado atribuir um selo de reconhecimento, porque estaremos a fazer uma selecção... E eu já li tantos blogues que merecem reconhecimento! No entanto, estes que referi de algum modo já fazem parte do meu blogue também. Agradeço ao Edson e ao Gleilson terem-me atribuido este selo,que, apesar da distância e de não termos a mais pálida ideia de quem somos, contribuímos para quebrar fronteiras e fazemos parte deste espaço comum que é a blogosfera. Muito obrigada aos dois e recebo este selo com uma enorme gratidão.

sábado, 17 de outubro de 2009

Ao meu EU Maior



Porque é que sangramos quando não queremos sangrar e quando queremos não sangramos?

Porque a noite e o cheiro vindo dela são testemunhas de algo maior que a própria dor do sangue, eu passei para lá desta barreira.

Fechei os olhos e imaginei que o meu Eu maior dependia de mim pelo meu sangue e as minhas forças soltaram-se, ficaram presas a um objectivo. Deixei-me levar e, quando te olhava de olhos fechados, ligava-me a um mundo paralelo onde só queria que existíssemos eu e tu, o meu EU Maior. Porque a nossa entrega tão forte e vinda do fundo da alma não se esquece, fica e resiste, permanece. Estas palavras são apenas uma maneira de não perder os detalhes, mas não faz sentir o mesmo. Ler não é viver, é ajudar a não perder o sentido que houve, que há, que esteve e que está presente, que nunca se repetirá da mesma forma, mas que se repete todos os dias, na nossa vida.

Partilhar fogo e receios, saberes e ignorâncias, imaginação e desabafos, a vida e desejos... o que é a vida?...

Nunca me agradeças... o teu obrigado anula-se com o meu. Quero-te apenas como sempre estás.
Mas eu agradeço-te... porque me elevas todos os dias ao mais alto dos meus sentimentos.

27 / 09

terça-feira, 6 de outubro de 2009

The End!


É altura de recomeçar, e como tudo na vida tem um fim, este é o meu recomeço. Virei a pagina a nível profissional, espero que para melhor, e acredito que sim, acima de tudo. Faz já parte da minha nostalgia esse sítio que ensinou tanta coisa, que me ajudou a ver algumas reticências em relação a tanta coisa! O mesmo sítio para onde fui e não ia sozinha, em dias de chuva, por entre céu escuro e vista do cimo da cidade, o mesmo sítio em que me lamentei estar tanto tempo, mas que me deu algum conforto e saber... Para o bem e para o mal, fez parte da minha vida durante 9 anos de sonhos e ideais, de juventude, que passaram sem que desse por isso. Senti-me tantas vezes deprimida e sufocada por ter que deixar as coisas que mais amava para ir trabalhar para aquele sítio, e que me reprimia tanto daquilo que aspirava para mim... ao fim deste tempo reflicto sem pretensões e calmamente, e percebo que tudo o que é bom fica, o que é mau fica em estado de relatividade; parece que agora que digo o Adeus o que se adensa foi o caminho que escolhi, que, apesar de tudo, me tanto fez crescer. Lá fiz amizades para a vida, e nessas amizades eu moldei as minhas lacunas. Tantas vezes protestei! E tantas vezes me ri! Tantas vezes que fui para lá, cheia de sono e com noites de pesadelos que me deixavam cansada durante o dia inteiro... mas as conversas partilhadas, algumas piadas, muitas mensagens e boa-disposição deixavam o tempo passar com relativa pressa, durante 12 longas horas de labor... Agora que viro as costas e aceno com a mão, só consigo pensar que tudo o que vivi, teve especial relevo na minha vida. Que agora deixo, para encontrar algo que me ajude a continuar a evoluir, porque de algum modo sinto que já não tinha muito por onde evoluir lá. Digo um até sempre! e sigo em frente, agradecendo o que cresci, o que ganhei, o que me fez ser o que sou. Agora, que me despeço, sinto que só ganhei. Os momentos bons fizeram-me sorrir, os menos bons fizeram-me chorar muitas vezes, mas também me fizeram ganhar alguma confiança em mim mesma e saber levantar-me sempre que caio. Desejo muita sorte a quem por lá fica. Lá fica um pouquinho de mim e assim sigo o meu rumo, com os bons momentos. Um agradecimento especial a quem me sempre ajudou, esses permanecem, e não consigo imaginar o que seria a minha vida sem a amizade que sempre me prestaram. Obrigada... e até sempre...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Equação de Pensamentos






Têm sido tempos diversos, estes. O Outono está finalmente a chegar e eu nem posso esperar. Vale a pena pensar, ver o que interessa, ponderar o que importa. Ver o que sou. Sinto-me preparada para o Outono, pisar nas folhas secas como fazia quando era miuda, e faço todos os anos. Em mim há muito mais daquela menina que fui do que a pessoa que sou. Eu faço vénias às conversas que ouço por aí, escuto com atenção para poder fazer parte de tudo, sou curiosa e fascinada por conhecer outras formas de entender conteudos... Que valham a pena. Suspiro. Muralhas, sombras, esconderijos e pisadas secas... Olho e vejo, todo o cerco que fiz, com a história que lhes e me pertence, com toda a objectividade e abstractismo que lhe faz parte e me justifica. Estou aqui a olhar para trás e, falando em cronologia, sem pensar no futuro, porque agora me mete... medo. Um medo que não é classificado, um medo que apenas existe porque sou humana, e porque faz parte de mim chorar e me apetecer cair, mas sempre sem que me vejam. E isso é fácil, sózinha é fácil... Olho ao meu redor e sei dizer " carpe diem ". E sei as razões porque o digo. A todos os que gosto e a mim mesma. O Sol está cada vez com menos força, e em breve virão nuvens, entregues àquilo que quero ver nelas, e afogar na água das chuvas o que quero afastar e ao mesmo tempo ter, para que me sinta equilibrada. Carpe a equação em diem de pensamentos...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Pensando no ser e não ser


Falo de sons e de vivências, cheiros e pisadas em sítios da imaginação. Ultimamente tenho tido uma sensação desconcertante de dejà vu que não sei de onde vem, em demasiados pormenores e situações. Assaltou-me um medo de ver algumas das paisagens e os detalhes rigorosos com que os meus flashes me sussurraram à mente, em questão de milésimos de segundo. Curioso. Algumas coisas parecem-me diferentes... Onde o dia encontra a noite, passa a vez da concretização, fica o amanhã com essa missão. Construo o muralhismo daquilo que me faz mal. E não olho para trás. Vejo o dia anoitecer e a noite a amanhecer com os mesmos olhos de um dejà vu que sei como vai acabar. Amanhã é outro dia.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Meditar



Andei a pensar e porque pensei fiquei acidentada mentalmente. Atropelei-me. Delineei uma coisa e depois percebi que ela mesma se desintegrou sem me deixar interferir. Maldito sejas, destino, ou lá o nome que tens. Quando vou por aí e olhos as coisas, apercebo-me do quanto sou insignificante e sinto-me triste. O som do meu redor abre-me a consciência e ensurdece-me os pensamentos. A consciência esconde-se nos prados e eu perco-me sem saber se vou para aqui ou ali. Depois há aquelas situações em que tudo está perdido, mas passadas horas se reencontrou, ou se refez, e a relatividade surte o seu efeito nas coisas. Estou em segundos e em horas, em cima do chão e debaixo das nuvens. Não há sinais para o rumo. No fundo reside a escada. Abro os olhos para a encontrar, mas os óculos que uso para ver a vida clara ficaram na gaveta. Estou onde fiquei, neste patamar que seria o fim e que é o mesmo que o início. Vou e regresso. Regresso e vou. Volto ao mesmo sítio. É inútil, ando a vaguear,vou por aí, ouvir as pedras..." para depois pegar nelas e construír um castelo..."