Completamente ao acaso e só porque sim, é assim que vejo. Passar ali é o mesmo que o não fazer, mas há terminações nervosas que reagem às cores, às formas e às imagens do outrora.
E depois há aquela pontinha de sangue que corre e colha logo a seguir, quase como que só para dizer que há coisas que não saram, nem sanam. Ou porque sim e só, não esperam.
Percorrer aqueles espaços com os passos de alguém que ouve e responde daquela forma que é necessária. É assim o conceito mais bonito de todos, o da amizade que não tem fim. Há necessidade da existência de coisas que não tenham fim, que não findem. Para preencher os vácuos de algumas vidas à volta, ou mesmo reflexos nossos. É por isso que um belo ombro amigo pode fazer milagres.
Esses milagres são o motor da vida. Pequenos, momentâneos, ou perenes. Presentes. Ou, às vezes, ausentes, mas ali. Demarcados em pequenas coisas, elixires para as situações. Esses milagres que o são sem querer, porque esses é que são reais.